Mudando totalmente de ares, eu brasileira do interior de São Paulo, 30 anos casada e mãe do Enzo, mudarei para a Itália com minha família em breve.
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Domingo, Setembro 26, 2004
Hoje que consegui postar, a doença do Enzo me deixou desesperada.
Ontem levei-o novamente a emergência pois na noite de sexta para sábado, passamos horas de desespero com ele, eu e minha sogra. Ele gritou de dor a noite toda e a febre voltou. Infelizmente, com a virose e o vômito ele teve uma recaída em seu refluxo gastro exofágico que estava sem sintomas há um ano. Meu filho tem uma hérnia de hiato, mas já estava praticamente curado, agora... Como ele já tem propensão ao vômito, com a acidez no estômago teve uma esofagite. Aí a quantidade de líquido aspirado levou a um começo de pneumonia. A dor da esofagite é tremenda, nenhum medicamento reduz a curto prazo, agora que ele está melhorando um pouco. Está tomando cimetidina e homeprazol. Amanhã volto a gastro que cuida dele. A Dra Cristiane já me tranquilizou que deve ter sido só um acontecimento isolado, que talvez ele não tenha tido uma recaída no refluxo que leve a necessidade de se cogitar novamente uma cirurgia como quando ele era bebê. Mas coração de mãe fica apertadinho. Fiquei tão nervosa que no sábado quando o Eduardo me ligou, soltei a minha raiva toda nele, quando ele disse que pensava em ir mesmo para Londres disse que poderia ir até para a Bosnia, ofendi-o muito, mas era pelo desespero de passar a noite em claro vendo meu filho gritando de dor e nada que eu fazia melhorava.
Agora vou ao tópico de certos profissionais que cuidam de saúde. No episódio da doença de meu filho, é que vi que as coisas são alarmentes. Eu sempre pensei que na vida a gente tem que entender de tudo um pouco para não ser lesado, mas hoje em dia é fundamental entender de doenças e medicamentos. Como meu filho estava com a esofagite, as medicações deveriam ser por supositórios. Ao ligar nas farmácias de minha cidade a procura de um antinflamatório em supositórios, fiquei embasbacada. Um disse: -Este não tenho, mas tenho mini-lab é a mesma coisa (mini lab é um laxante) outro queria que eu levasse dipirona, sem falar no desconhecimento por parte de quem vende remédios dos compostos dos mesmos. Uma vergonha! Ainda tem uma pediatra que mandou eu dar dipirona gotas a cada 3 horas pro Enzo. É de ficar de cabelo em pé.
Ainda tem o porteiro da emergência da pediatria que encrencou comigo porque estacionei na frente do estacionamento de pacientes da emergência, eu e minha sogra com meu filho prostado e aos gritos, ia sair procurando estacionamento debaixo daquele sol de Ribeirão. Não deu outra, sou polida e educada, mas se me tiram do sério.... chamei o coitado de f... para cima e ainda liguei para o convênio reclamando. Mas como sempre tem uma alma caridosa, um outro guarda apareceu e quando viu meu estado, pegou a chave e quando saiu um carro colocou o meu, como todos os guardas fazem na emergência, menos o estúpido que criou a polêmica. Deve ser um mal amado!
Voltando ao Enzo, quando está dodói a gente mima mesmo. Ele foi comigo ao carrefour comprar fraldas descartáveis e como ainda estava meio molinho, colocamos num carrinho do shopping, ele ficou doido por um . Resultado, minha sogra e minha mãe compraram um bug lindo pra ele, até melhorou da dor e esqueceu um pouco o pai. Ele chama o bug de gigantão. Agora dali a mamãe ficar puxando aquele peso prá lá e pra cá pois ele ainda não sabe pedalar. Mas valeu ver a alegria nos olhinhos dele!
É isso!
11:56 AM
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Quinta-feira, Setembro 23, 2004
Esses dias foram barra, domingo o Enzo brincou a tarde toda na casa da Vovó Leda, a noite jantou bem, tomou banho e dormiu, quando deu lá pelas 23:00 começou a choramingar, eu como já tinha passado a semana sem dormir com ele acordando a noite toda, não levei muito a sério achando que era manhinha. Esperei uns minutos e como ele não parava de chorar, fui ao quarto dele. Peguei uma perinha de borracha que ele dorme, disse que se ele não parasse ela ia embora dormir comigo e voltei ao meu quarto. Ele parou por uns 15 minutos e depois começou a chorar muito. Voltei ao quarto e ele vomitou toda a janta e mamadeira no berço, achei que era porque chorou muito (já conteceu dele fazer tanta birra que tosse e vomita), chamei até a atenção e fiquei brava. Chamei minha mãe (ela é minha vizinha) que me ajudou, deu banho nele enquanto eu limpava a sujeira. Só que passado alguns minutos ele vomitou novamente, e o quadro foi se repetindo. Sem brincadeira, troquei 4 roupas de cama e dois edredons, pois ele queria ir pro berço, tentava dormir mas como estava passando mal, vomitava. Ficamos relevando até 2 da manhã, quando liguei para minha cunhada e ela veio nos levar ao médico (já estou sem carro pois estava com passagem marcada). Tomou uma dipirona com metrocoplamida e a médica do plantão mandou de volta para casa. Na segunda ele piorou, muuuita febre, vômito e dor, levei ao posto médico do convênio e a mesma médica de plantão deixou-o durante todo o dia em observação tomando soro e medicamentos. No final da tarde ela liberou para que ele fosse para casa. O diagnóstico era uma possível virose Rotavirus que está em surto no estado de São Paulo. Voltei com ele e o pobrezinho gritava de dor, dei trocentos analgésicos, antiespasmódicos, remédio para vômito e nada de passar. A noite foi muito difícil, o pobre passou mal durante a noite toda. Como eu já havia falado com a pediatra dele ( ela mora em Ribeirão Preto), fui medicando conforme sua orientação e levando para ver como evoluia. Lá pelas 6 da tarde da terça vi que ele necessitava de cuidados de uma emergência pediátrica, resolvemos ir á Unidade de Pediatria em Ribeirão Preto. Estava muito cansada, mas preferi ir dirigindo, fui eu minha sogra e minha mãe. Lá fizeram alguns exames, medicaram e ele ficou em observação. A febre e a prostação não haviam cedido, mas, a pediatra de plantão disse que tudo levava a crer que era uma virose (mesmo o hemograma tendo apontado para infecção, sem nenhuma indicação de virose) e que como no outro dia ele teria consulta agendada com a pediatra dele (eu já havia ligado para as duas pediatras que o atendem), iria liberá-lo. Chegando em casa ele passou o restante da madrugada prostado, só chorava quando a boca secava, aí eu dava o soro de reidratação. Hoje levei-o a Dra Cristiane que fez todos os exames cabíveis e descobriu o que meu coração de mãe já estava desconfiado (mas ao indagar a pediatra do plantão ela disse que não) ele está com uma infiltração no pulmão direito ( a dor abdominal se justifica porque com a pressão do ar por causa da respiração pela boca, comprime a alça intestinal). Graças a Deus é só começo de uma pneumonia e melhor ele ser medicado em casa pois os hospitais estão com muitas crianças internadas com virose e não é necessário correr o risco. Já o mediquei a pouco e com a entrada do antibiótico, a febre já está em patamares mais aceitáveis com pico em 38 graus. Agora é aguardar a evolução, Deus queira que a infecção não progrida e ele possa ficar em casa. Depois de amanhã a pediatra volta a avaliá-lo. Aliás, graças a Deus eu estou rodeada por pessoas que além de profissionais excelentes são pessoas muito humanas. A dra Cristiana, é uma delas, gracinha, ligou agora a noite para ver como ele estava. Tem pessoas que são lindas por dentro, dra é uma delas, além da beleza exterior que ela tem, seu carisma a faz uma pessoa especial, o Enzo gosta muito dela.
Quando os filhos estão doentes é que a gente vê como é mais feliz quando se está ficando enlouquecida com os pequenos fazendo artes pela casa, se Deus quiser logo ele estará me colocando com os nervos a flor da pele com suas peraltices.
Assim que der escrevo um post sobre os absurdos que certos profissionais de saúde por aqui cometem, esse post já está por demais longo.
É isso! (por enquanto)
2:09 AM
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Domingo, Setembro 19, 2004
Esta noite o Enzo não me deixou dormir, ficou do quarto dele me chamando e eu tive que ir dormir lá. Toda hora ele levantava a cabeça no berço, chamava mamãe e ao certificar que eu estava lá dormia por mais um intervalo. Eu passei a noite entre cochilos.
Até pouco tempo atrás eu odiava domingo, é que sabia que era o último arzinho do descanso do final de semana e que no dia seguinte a paulera começava novamente. Eu trabalhava como telemarketing de uma fábrica de compressores de ar aqui na minha cidade. Adorava o que fazia, só que tinha uma supervisora que sem comentários. Desculpem os maestros pela minha ignorância, mas para mim ela era como aqueles regentes que ficam balançando os pauzinhos enquanto a banda toca sem ao menos perceber sua presença, sei que nas orquestras não é bem assim, mas é o que passa para nós leigos no assunto. Também não vou ficar dando explicações para músicos, pois as chances de um maestro ver meu blog são ínfimas, mas... voltando a supervisora, era alguém patética, e isso me deixava com o stress a flor da pele. Aos domingos, final da tarde já começava a sofrer por vê-la na segunda logo de manhã. Hoje até sinto falta de seus desmandos, eu não sei ficar nessa vida rotineira, gosto de trabalhar, de ver gente, falar sobre tudo com pessoas de várias opiniões, acho que por isso que gostava tanto do telemarketing, minhas regiões eram as mais variadas possíveis, falava com pessoas do Brasil inteiro, conhecia as mais diversas realidades, e isso me motivava muito.
Hoje tenho um sentimento estranho de que ficou faltando algo na minha vida, algo que ficou por fazer, por conhecer, não sei... Acho que por isso que embarquei nessa idéia de tentar a vida na Itália. Sempre me considerei meio auto-didata, quando quero algo, mesmo que esteja acima do que sei ou posso, luto por aquilo. Não acumulei conquistas consideráveis até agora, mas sei que algo muito bom está por vir, não é só financeiramente que falo, é de satisfação pessoal. Antes eu pensava que bastava uma boa grana para que o resto desse certo, hoje sei que tudo é muito mais amplo. Existem valores essênciais que preciso buscar além do dinheiro... minha família, as pessoas que me rodeiam, tudo tem um valor mais humano e real na minha busca. E como tudo na minha vida não é muito fácil ( na de quem é? ), lá vou eu para a próxima empreitada.
Quando era adolescente, achava que podia tudo, que não ia mofar como minha mãe aqui neste interior de mundo, sem conhecer mais nada. Depois foi vindo o tempo e abrasando minhas perspectivas, conheci o Eduardo e me dei ao luxo de viver na monotonia gostosa dos amigos da praça, do emprego que dava para pagar as baladinhas baratas do interior, foi-se tempo...tempo e hoje, quase 12 anos depois, estava casada, com um filho, sem trabalho, sem ter feito nivel superior, morando em Santa Rosa sabendo do mundo só pelas telas da internet, aí eu acho que caiu a ficha e percebi que não era exatamente o que queria da vida, e pior ainda, não era decididamente o que queria para meu filho. A vida é como um rio que a gente navega, as águas turbulentas levam a paraísos inexplorados, mas acabamos por nos deixar remar por águas mais tranquilas, onde não cansamos de remar contra a corrente mas também não corremos o risco de naufragar. Para muitas pessoas está bom esse mundinho tranquilo, para mim falta algo...
Aqui na minha cidade, alguns conhecidos comentam (uns com palavras outros com olhar) sobre a nossa coragem, minha e do Edu, de largar tudo, nossa "casinha arrumadinha", nosso "carrinho", o emprego "melhor pingar do que secar" do Edú, acham que estamos loucos de largar "tudo isso", pelo incerto. As vezes penso que podem ter razão, mas só as vezes...
Quando estou para desanimar, sinto uma força me dando essa coragem de buscar, aproveito e faço as "loucuras", como foi comprar as passagens, minha e do Enzo, para mês que vem.
Que Deus me guie pela torrentes!
É isso!
9:33 AM
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Sábado, Setembro 18, 2004
Acabei de chegar do consultório da Dra. Andreia, ela tirou os pontos de minha boca, graças a Deus a cirurgia correu como esperado. Agora posso me segurar por mais um tempo antes de ter que mexer com o maxilar e o posicionamento da arcada dentária. Hoje estou mais otimista em relação a tudo, a Andreia além de ótima profissional é uma pessoa iluminada por Deus, tem sempre algo de bom para te falar e te botar para cima, espero que Deus continue com sua presença em sua vida e na vida de todos aqueles que amo.
Por aqui está uma neura, época de eleições municipais a gente quase não aguenta, é carro de som atrás de carro de som, aqueles jingles batidos (aquelas versões palpérrimas de músicas sertanejas que eu por caridade chamo de jingles)... meu filho ama, canta tudo que vem e ensina para o priminho de 1ano e quatro meses, eles até estremecem de alegria quando vem o carro de som. E eu aqui nessa monotonia nem posso tirar o cochilo da tarde com tanta poluição sonora. Mas passada a eleição, tudo volta ao que era antes e os "honestos", "competentes", "sérios", "trabalhadores", cantados pelas musicas desafinadas, ou voltam a vida civil, ou passam no final do mês para receber o holerite na vida pública. Nada muda!!!!.....só daqui a quatro anos com os novos jingles!!!!
É isso!
4:34 PM
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Até que enfim consegui colocar coments nos meus posts, esses analfabetos de informática dão um trabalho....
Hoje o Eduardo ligou, está tudo razoavelmente bem...
Eu comprei as passagens para dia 16/10/2004, embarco no sonho!!!!!
Amanhã posto mais.
É isso!
3:53 AM
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Domingo, Setembro 12, 2004
O descaso com a violência no Brasil tomou tamanha proporção que na certeza da impunidade, hoje tudo é resolvido a bala. A campanha contra o desarmamento, segundo o governo e a PF, foi um sucesso. Agora os bandidos já podem ter a sensação de que estão soberanos, pois bandido não vai vender o ganha pão e logo logo estaremos vendo armas que foram entregues na campanha aparecerem nas mãos da bandidagem, miraculosamente, como é o caso das armas de uso exclusivo do exército que volta e meia aparecem em sequestros e outros crimes. Ontem foi aquele "incidente"em Maceió que matou 1 e feriu mais sete, disse incidente pois é assim que vemos a violência por aqui, como a perda da medalha da Dayane dos Santos, puxa que pena.... Acho que passou da hora da sociedade se mobilizar, e não adianta passeatas com faixas e o escambal, pra depois de alguns dias tudo voltar para a rotina. Tinhamos que nos mobilizar com nossos políticos, com a câmara e o senado, para que essas leis arcaicas que temos no código penal sejam revistas, para que um mané que pegue trocentos anos de cadeia por um crime hediondo não fique apenas 30 (quando fica). Ontem vi no Globo Reporter, cujo tema era o abuso sexual contra menores no Brasil, o desmando de um pai que abusou de uma filha de 11 anos e foi absolvido pelo juiz que deu o veredito que foi com o consentimento da menina e que ela era culpada por seduzir o pai. Isso tem algum comentário que possa ser feito? E é assim, aqui não é o país da impunidade não, é o país do incentivo a violência, onde tudo que é absurdo se torna banal.
Esses dias via um debate sobre fidelidade partidária e voto distrital, infelizmente a maioria dos brasileiros não têm idéia do que seja isso, e o Brasil vai na contramão do mundo com seu modelinho eleitoresco, votamos numa pessoa e não nos ideais de um partido, 3 meses depois o fulano que se elegeu pelo partido do verde se bandia para o partido das queimadas e nós nem tomamos conta disso. Como vamos cobrar o que de quem? Teríamos que ter uma política forte, como é nos EUA, na europa e nos países que realmente querem o bem de sua pátria. Devemos lutar por um ideal, você escolhe um partido que tem a ver com seus ideais e pode votar sossegado pois sabe que não será traído, qualquer político que se desviar do que foi estabelecido pelo partido perderá o mandato e será substituido por alguém com as mesmas idéias. Enquanto isso por aqui o que há de mais fácil é fazer um partido. Digo que é mais fácil abrir um partido político que time de futebol de várzea, pois o último tem que ter um jogador e um goleiro no mínimo, e nos partidos basta um, se preciso arruma uns figurantes....
Eu, infelizmente não vejo mudança no cenário político, posso ser tarjada de pessimista, fraca, sem espírito de nacionalismo, e essas trolas mais, o que sei é que se não mudar na política não vai mudar na educação, saúde, trabalho...
A pessoa que fazia o debate dizia sabiamente que a única coisa que tem só no Brasil e presta é jabuticaba, portanto ir na contramão da evolução política é um erro que custa vidas.
É isso!
9:59 AM
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Sábado, Setembro 11, 2004
Tem horas que parece que o mundo cai como uma tempestade em sua cabeça. Eu sou destas pessoas que diante dos problemas, chora, grita, reclama... mas quando vê que a coisa é séria arregaça as mangas e vai em frente. Estou passando por momentos complicados, mas vou em frente. Creio que após toda esta névoa, haverá no mínimo um lugar mais azul, não sou destas que fica pleitenado arco-iris, um céu azul já está na medida para minhas necessidades. Mas na vida a chuva também é necessária e logo tenho que respeitar esta fase cinza.
Acredito que na vida tudo é atribuido pra gente para nosso crescimento pessoal. Eu já perdi muito, mas a cada perda (depois de passado luto) vi que algo de bom nasceu das cinzas, como já diziam, se não mata...faz crescer.
Assim vai ser esta fase.
Hoje falei com o Eduardo, não temos a mesma visão da vida, eu vejo o presente como uma semente que devemos regar e ele como um fruto perdido a ser procurado e colhido. Meu filho está sofrendo com a ausência, até emagreceu, está arredio. E o Eduardo pôs na cabeça que quer ir para Londres com um amigo, que daqui há uns 3 meses eu e o Enzo vamos também. Não é este meu plano, mas vamos ver, vou parar, pensar e decidir o que é melhor para o Enzo.
Este Brasil me mata a cada dia, é a corrupção, politicagem, violência...sei que lá fora hoje não está as mil maravilhas, mas se eu não tentar, daqui uns dez anos estarei me arrependendo de não ter lutado.
É isso!
5:26 PM
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Domingo, Setembro 05, 2004
Dia 2 de setembro foi aniversário de meu bambino, dois aninhos, está cada dia mais cheio de vida, mais envolvente e feliz. Sinto a presença de Deus no brilho de seus olhos, em seu sorriso. Hoje fizemos um bolo com mesa decorada e cantamos o parabéns em família, ele ficou tão feliz. A falta do papai Eduardo é perceptível, deixa uma lacuna em seu dia a dia, mas a vida traz uma novidade a cada dia e ele vai descobrindo o mundo e diferente de nós adultos, não fica murmurando as ausências e fatos que o deixam triste, ele diz que logo logo vai para a "Itaia vê o papai Duado" em seu palavriado de bebê exprime uma segurança que acho que deveríamos ter diante das incertezas da vida. Acho que é essa simplicidade que Deus quer de nós, é esse o sentido de quando Jesus fala que devemos ser como os pequeninos, confiar sempre. Hoje ficou me martelando a frase: "Se sou fiel no pouco Ele me confiará mais", acho que é isso.
O Eduardo começou num lavoro esta semana, nada certo, ainda não é o que precisamos, mas com o tempo tudo sairá como planejamos, pois lutamos para isso e a vida conspira para quem luta e vai em frente. Não sou muito de citar religião na Net, respeito todos o credos e quem não acredita em um Deus na concepção que eu acredito, mas hoje está tão evidente a presença de Deus dentro de mim que não pude deixar de falar sobre Ele.
A música abaixo eu cantava para meu bebê ainda na barriga
Apenas Mais Uma De Amor
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isto de ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
Eu sobreviverei...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
11:41 PM
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