Da Havaiana para a Bota 
  corner   



HOME

ARCHIVES


Mudando totalmente de ares, eu brasileira do interior de São Paulo, 30 anos casada e mãe do Enzo, mudei para a Itália com minha família. Meu fotolog: Veneto por mim

 

Quarta-feira, Julho 27, 2005

 
Férias de Verão!!!!
Só quem mora aqui pode dimensionar o que significa isso para os italianos.
As campanhas publicitárias focam todos seus argumentos pra Vacanza!!!
Tudo que vc compra no dia-a-dia, agora tem uma conotação de: -Sem nosso produto vc não terá um verão adequado....
Vendem colchão inflável que pode ser levado com facilidade, produtos miraculosos pra emagrecer e estar lindo neste período especial....tudo com uma pitada de apelo sexual ou no caso das crianças na publicidade, sentimental mesmo.
Todos os dias quando ligo a tv sou bombardeada pelos programas que deixam claro que tem um período único que é o Verão, que acaba logo e se não aproveitarmos... nunca mais.
É cômico, ainda mais com a realidade atual, tudo caminhando bem mal diga-se de passagem, o país na crise que está cada dia mais acentuada, a previsão para o próximo ano não é nada otimista.
Mas como aí no Brasil, quando é carnaval o resto dança...
Mas hoje eu vi uma notícia na Rai News que me chamou a atenção, não que todo dia eu não veja os manuais de sobrevivência nas férias, que te ensinam desde como ficar bela até como se livrar do xulé nas férias, rsrsrsrs, mas hoje passaram dos limites da boa ética. Espero transcrever na íntegra a notícia:
-Cuidados necessários antes de viajar pras férias:
1- Nunca comente que vai viajar com um estrangeiro, mesmo que seja um amigo ou conhecido de um amigo, e evite até mesmo deixar recado na secretária eletrônica falando de suas férias
2-Quando sair, deixe sempre uma quantia de aproximadamente 100 Euros a vista, pois eles (os estrangeiros) quando entram pra roubar, têm pressa e se contentarão com essa quantia e assim vc não corre o risco de causarem mais danos
3-Tire da vista tudo que possa ser carregado com facilidade e que não chame tanta atenção na rua.....

Gente, eu fiquei pasma, as orientações são as que já estamos acostumadas, como sou brasileira estou careca de saber o que fazer pra não ser assaltada. Sei que a função da mídia também é de informar visando o bem estar... mas esse negócio de sugerir tão explicitamente que os assaltos são cometidos só por estrangeiros, isso matou, pra mim é digno de processo judicial por preconceito e apologia ao racismo.
Tudo bem que a maioria dos delitos aqui são cometidos por extra-comunitários, mas generalizar é muita falta de decoro, e apesar deste último não ser o forte da mídia aqui... mas tenha paciência.
Pra acabar de completar o dia, um amigo meu de Londres me mandou uma mensagem no celular pra saber como estavam as coisas aqui e comentou que agora em Londres, ele não sabe porque mas a polícia resolveu cair de pau em cima dos brasileiros, estão com tudo em busca dos ilegais, ele ainda brincou, será que parecemos mais terroristas....

Fora estes lapsos, tô aqui na correria pra mudar de casa e não tô tendo muita cabeça pra escrever, mas assim que mudar posto as fotos de meu novo ap, é tão bonitinho e aconchegante...

É isso!!!!




Comments:

Sábado, Julho 16, 2005

 

Zapeando, vi essa matéria da UOL notícias e fiquei estarrecida, penso que já estamos numa versão Light da Guerra fria, EUA X Todos os países que tem algo desejado e ainda não caiu de joelhos.
Veja a matéria


EUA no Paraguai

O governo de Assunção acaba de autorizar o estacionamento de tropas norte-americanas em seu território. Pela primeira vez teremos bases estrangeiras permanentes na América do Sul, na estratégica região da usina de Itaipu.


MAURO SANTAYANA
da Agência Carta Maior

Com os olhos em Roberto Jefferson, não estamos atentos ao que se passa ali, no Paraguai. O governo de Assunção acaba de autorizar o estacionamento de tropas norte-americanas em seu território. Pela primeira vez teremos bases estrangeiras permanentes na América do Sul, e em região estratégica continental. Nessa tríplice fronteira se encontra a maior represa do mundo, a de Itaipu, de cuja energia todo o território paraguaio e grande parte do território brasileiro dependem. A região é também das mais férteis do mundo e se encontra mais ou menos na eqüidistância dos dois oceanos.

Temos relações historicamente difíceis com o Paraguai, desde a guerra contra López. Os revisionistas procuram culpar o Brasil pelo conflito, mas a isso fomos levados pelo fechamento do Rio Paraguai aos nossos barcos e, em seguida, pela invasão de grande parte do território do Mato Grosso. Não coube ao Brasil a iniciativa da agressão. É certo que o genro do Imperador Pedro II foi particularmente cruel com a população derrotada e, talvez por isso, tenhamos cedido em tudo nas nossas relações com o país vizinho.

Não sabemos se o Paraguai nos comunicou essa decisão perigosa. É provável que não. A submissão paraguaia aos Estados Unidos é tão forte que este colunista, há quarenta anos, ao descer em Assunção, encontrou o aeroporto tomado por tropas formadas, ao lado de colegiais que agitavam bandeirolas norte-americanas. Procurou saber o que ocorria: o funcionário do Departamento de Estado que cuidava dos assuntos do Paraguai estava chegando em visita oficial a Assunção.

Conforme divulgou a revista Newsweek, logo depois de 11 de setembro, o sub-secretário da Defesa, Douglas Feith, sugeriu a Bush a invasão da tríplice Fronteira por tropas aerotransportadas, a fim de capturar membros da Al Qaeda e ocupar permanentemente a região. Alguém achou melhor a invasão do Iraque, mais viável politicamente. Tudo isso nos leva a pensar um pouco no que nos está ocorrendo. É bem provável que Washington tente retirar vantagens da crise interna. Um país dividido, conforme a velha advertência de Lincoln, é presa fácil para os seus adversários.

Como os Estados Unidos não podem viver sem guerras, e estando suas tropas escorraçadas do Iraque, não seria de admirar se viessem a nos agredir sob o pretexto da presença de muçulmanos em Foz do Iguaçu. Tudo isso deve convocar a nossa reflexão, a fim de esclarecer logo as denúncias que atingem o governo e o Partido dos Trabalhadores, a fim de que possamos nos organizar para a eventual defesa da soberania territorial do Brasil. Temos, ali, o exemplo histórico de provocações e de ocupação de nosso espaço soberano.

Os Estados Unidos, hoje, mais do que nunca, estão desrespeitando todas as regras de convívio internacional, a ponto de o mais submisso governante europeu, Sílvio Berlusconi, ver-se obrigado, na última sexta-feira (1º), a pedir explicações oficiais ao embaixador norte-americano pelo fato de a CIA ter seqüestrado um clérigo muçulmano em Milão e o haver transferido clandestinamente para fora do país. A Justiça italiana determinou a prisão dos 13 agentes da CIA envolvidos no episódio.

Se assim agem contra um país da União Européia com o qual têm as relações mais fraternas ao longo da História, que podemos deles esperar quando nos encontramos fragilizados pela crise, e pela entrega de setores estratégicos aos estrangeiros, durante o governo neoliberal de Fernando Henrique, quando disputamos com o Paraguai a vassalagem a Washington?


Mauro Santayana, jornalista, é colaborador do Jornal da Tarde e do Correio Braziliense. Foi secretário de redação do Última Hora (1959), correspondente do Jornal do Brasil na Tchecoslováquia (1968 a 1970) e na Alemanha (1970 a 1973) e diretor da sucursal da Folha de S. Paulo em Minas Gerais (1978 a 1982). Publicou, entre outros, "Mar Negro" (2002).





Comments:

Quarta-feira, Julho 13, 2005

 

Um dia você aprende que...


Depois de algum tempo você aprende a diferença,

a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se,

e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos

e presentes não são promessas

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida

e olhos adiante, com a graça de um adulto

e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,

porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos,

e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima

se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe,

algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,

ela vai feri-lo de vez em quando

e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança

e apenas segundos para destruí-la,

e que você pode fazer coisas em um instante,

das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer

mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida,

mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos

se compreendemos que os amigos mudam,

percebe que seu melhor amigo

e você podem fazer qualquer coisa,

ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com

palavras amorosas,

pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes

tem influência sobre nós,

mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve

comparar com os outros,

mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo

para se tornar a pessoa que quer ser,

e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou,

mas onde está indo, mas se você não

sabe para onde está indo,

qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos

ou eles o controlarão, e que ser

flexível não significa ser fraco

ou não ter personalidade,

pois não importa quão delicada

e frágil seja uma situação,

sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas

que fizeram o que era necessário fazer,

enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes

a pessoa que você espera que o chute,

quando você cai é uma das poucas

que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver

com os tipos de experiências que se

teve, e o que você aprendeu com elas,

do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você

do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer

a uma criança que sonhos são bobagens,

poucas coisas são tão humilhantes,

e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva

tem o direito de estar com raiva, mas isso

não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do

jeito que você quer que ame,

não significa que esse alguém não sabe amar,

contudo, o ama como pode,

pois existem pessoas que nos amam,

mas simplesmente não sabem como demonstrar

ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente

ser perdoado por alguém,

algumas vezes você tem que aprender

a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,

você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos

pedaços seu coração foi partido,

o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa

voltar para trás, portanto, plante seu jardim

e decore sua alma,

ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

E você aprende que realmente pode suportar...

que realmente é forte,

e que pode ir muito mais longe depois de

pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor

e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras

e nos fazem perder o bem que poderíamos

conquistar, se não fosse o medo de tentar.


Willian Shakespeare



Comments:

Terça-feira, Julho 12, 2005

 
No post passado, ao contar o fato do maníaco que coloca esplosivos aqui em minha região, o coment da Carol me deu a idéia deste post. O banco da bicicleta, que eu escrevi Selinho (Selinho, Selim), em italiano a palavra é bem parecida "selino", mas quando fiz o post, nem lembrava desta coincidência. Mas com a observação, fui me tocar da semelhança.
Na cidade em que morava no Brasil, interior de São Paulo, tem muita influência mineira pela migração devida as indústrias de cana, o vocabulário é bem misto e tem palavras que não ouço frequentemente em outros lugares e que lá são comuns.
Um amigo nosso brasileiro, paranaense, ouvia as expressões usadas em minha terra e morria de rir. Resolvi listar algumas que lembro de cabeça agora e o seu significado, pode ser que alguém já tenha ouvido por ocorrer em outras partes do Brasil, tem algumas muito interessantes.
Pena que por estar um tempo fora, não consigo lembrar todas as iguarias do linguajar do interior, ainda porque, com o tempo, a moçada perdida em tantas gírias e querendo falar cada vez mais o idioma paulistano por ser "fashion" foi deixando de lado aquela conversa gostosa e única, as palavras corriqueiras e cheia de sentido como se fosse um "dialeto caipira"!

*Biquirim- Tampinha de garrafa, aquela de alumínio que quando criança tinha estampada os prêmios dados pela Coca-Cola, amanhecíamos na frente do bar pra pegar, juntar e depois trocar por miniaturas da bebida.

*Bira- Menina tira a mão do bira de cigarro que dá "lumbriga"... penso que já disse tudo, a impaciência de minha mãe diante da minha mania de pegar tudo que via no chão, inclusa as pontas de cigarro deixadas pra todo lado

*Talhia- Aquele filtro antigo, feito de cerâmica em que colocávamos água pra refrescar a sede, e que toda semana, minha mãe com cuidado colocava açúcar cristal e lavava freneticamente...

*Chup-chup- Que delícia, ainda lembro da vizinha que vendia, de todos os sabores o que eu mais gostava era côco-queimado e um que era azul, eram os sorvetes de suco, colocados em pequenos saquinhos que algumas donas de casa vendiam pra ajudar na renda familiar, e olha que a meninada era cliente fiel...

*Martelinho- Na sequência de coisas gostosas, ainda lembro da voz do vendedor, nos domingos de sol intenso, pela rua, com sua pequena buzina na mão, Grintado: -Maaaaarteeeeeliiiiiinho!!!!! Era um tipo de doce como quebra-queixo, branco, feito em um tabuleiro, que acho que chamavam com este nome devido ao pequeno martelo que o vendedor usava pra tirar os pedaços que vendia.

*João-Bolão- Uma fruta silvestre, roxa, oval, menor que um ovo, no caminho da escola que estudava tinha um pé, um menino mais forte subia, chacoalhava o pé e nós pegávamos o que caia depois dividíamos. Colheita comunitária...que não alegrava muito minha mãe pois a mancha roxa quando pegava na roupa, a nódia (como minha mãe dizia), ficava "pra sempre"

*Picumã-Margoso- Em minha época de infância as casas não eram feitas com laje, eram feitos os telhados e depois se colocava um forro de madeira abaixo do mesmo, nas famílias que não haviam tanto dinheiro, ficava só no telhado mesmo, quando o pó juntava em teias de aranha e poeira, se formavam uns cordões no telhado do lado de dentro que com o vento caiam, esses cordões de sujeira eram chamados de picumã, picumã margoso....

*Tirisco- Essa é autêntica de Santa Rosa, virou lenda-urbana e razão de piada para os paulistanos desavisados que passam férias lá. A lenda conta que tem um pequeno animal, diferente de tudo que já vimos, que atende ao som do bater numa lata, mas deve ser numa sexta-feira, numa matinha, e a pessoa deve estar sozinha e ser persitente, a recompensa será a visão do exótico animal. Tem histórias de pessoas que ficaram quase uma hora esperando o miraculoso animal...

*Guela- Garganta, Me dá um copo d´água pra molhar a guela...

*Poisé- Nosso amigo Fusca, que na minha cidade é muito valorizado e te garanto que todo mundo já teve, tem ou terá um, rsrsrsrs

*Brincadeira- dançante- Esta também é genuinamente Santarosense, as discotecas no final de semana, se chamam brincadeira-dançante, impresso este nome no bilhete de ingresso...Quantos beijos nas brincadeiras da vida, eta tempo bão...

*Alpendre- Terraço, ou pequena área que nas cidades de interior são muito comum, fica na frente das casas e no final da tarde as pessoas sempre colocam as cadeira pra fora e ficam ali a papear.

*Estoporar- Ato ou efeito de entortar a face depois de sair de um ambiente quente e ir pra um frio, rsrsrsrs...-Fulana tava passando roupa e saiu no vento, quase estoporou....

Essas são as que lembro, tem tantas outras, que só quem vive ou viveu no interior pode encontrar o verdadeiro significado...O gosto das coisas da terra, das coisas simples e verdadeiras!!!!!!!!

É isso!!!!!



Comments:

Segunda-feira, Julho 11, 2005

 
Inseguranças...
Estou a mil, correndo atrás dos detalhes pra mudar de apartamento mês que vem, sábado fomos em uma cidade vizinha, ver preço de móveis. Passamos o dia lá e quando voltei, liguei a TV e fiquei estupefada.
Aqui no Vêneto, tem um maníaco que há 10 anos age colocando explosivos nos mais diversos lugares e meios. Acho que já até comentei aqui que há uns 3 meses, uma menina de 6 anos perdeu os dedos da mão numa igreja ao tocar uma vela que continha um explosivo colocado pelo desajustado. Essa cidade fica a menos de 8 Km de onde moro, na época já fiquei alarmada. O mesmo sujeito já havia agido em várias cidades aqui vizinhas, deixava explosivos em embalagens de Ovinhos Kindler, em embalagens de alimentos em supermercados, enfim, em lugares onde a gente tem que estar corriqueiramente.
Desta vez, no sãbado, ele colocou uma bomba no selinho de uma bicicleta estacionada na estação ferroviária de Portogruaro. Ainda bem que a polícia foi acionada antes que a mesma explodisse e o mal fosse maior.
Onde está a liberdade que queria pra meu filho vindo prá cá. Como a polícia não consegue prender esse assassino, já que faz 10 anos que age e já tem uma lista de vítimas.
Outro fato é que se a gente pensar a fundo, as possibilidades de uma criança ser a vítima é muito maior que um adulto. Em Portogruaro mesmo, nessa estação de trem, sempre que vamos pra Venezia é de lá que partimos... Meu filho, como qualquer criança da idade, corre na frente, mexe em tudo, é curioso.
No domingo, eu tinha planejado ir com ele há um grande parque que tem em Portogruaro, onde já fomos diversas vezes, pro pequeno sair um pouco, mas o medo me invadiu, fiquei em casa...
No Brasil, pelo menos onde eu morava, corria riscos pela violência, mas não deste tipo, onde o cidadão comum é o alvo principal e que é gerada do simples prazer de ver o sofrimento alheio. Essa violência não tem como se prevenir, não tem os "lugares" a se evitar, medidas de segurança a tomar. No Brasil você vigia a bolsa, sabe onde ir e não ir...Aqui não sei onde esse maluco pode atacar, já que seu intuito principal é causar terror....e consegue...
É isso!!!!



Comments:

Quarta-feira, Julho 06, 2005

 
Por sugestão da Carol, que fez um lindo post contando de sua gravidez e parto, resolvi fazer o meu também.
É bom trocar experiências, ver que não é só você que tem problemas, que aquilo que aflige o interior de qualquer pessoa é que conta, alegrias e tristezas, fatos e vidas diferentes, mas que para cada um representa muito.

Namorei 9 anos e quando casei já tinha 26 anos, assim resolvi ter um filho imediato ao casamento.
Sempre tive irregularidade menstrual, regras dolorosas. Após meses de tentativas, achei estar grávida, tinha todos os sintomas. Fiz o teste sanguíneo que deu fator indeterminado, só que todos os sintomas eram de gravidez, inclusive aumento das mamas, e do volume uterino. Alimentei por semanas a esperança de que estava realmente grávida.
Meu ginecologista pediu uma ultrassonografia transvaginal e descobriu que eu estava com um avançado estágio da Síndrome de Ovários Policísticos .
85% do ovário esquerdo estava tomado e grande porção do direito, o que explicava os sintomas bastante semelhantes á gravidez.
Fora este problema, passava por uma fase de uma depressão severa, mas não queria admitir, era casada de pouco, trabalhava, tinha minha casa e sentia vergonha em ter aquela melanconia, ouvir os comentários: Tanta gente não tem nem o que comer e vc tem tudo e reclama. Com essa recusa em aceitar, só piorava os problemas.
A vontade de ter um filho era como uma saída pra situação em que me encontrava e a súbita idéia de não poder farlo me deixava ainda mais desesperada.
Meu médico explicou que deveria fazer o tratamento pros ovários até os cistos desaparecerem e no intervalo poderia parar com os hormonios do tratamento pra tentar engravidar.
Fiz os primeiros 6 meses de tratamento. Tomei um medicamento pra indução da ovulação e fiz o esquema pra tentar a gravidez.
Foi em vão. Após mais algumas tentativas, os cistos retornavam e tive que voltar a tomar os hormônios outra vez.
Por conta própria, após 2 meses da segunda etapa do tratamento, parei com os hormônios e tentei novamente a gravidez. Nada.
Segundo o médico, minhas probabilidades de engravidar eram grandes, mas após um longo tratamento de uns 2 anos, e talvez fosse preciso até quem sabe recorrer a um método doloroso que consiste em recolher o óvulo no ovário, ainda "verde" maturá-lo por processos artificiais e implantá-lo no útero, para assim tentar o êxito.
Desisti . Resolvi aceitar a situação de impotência e parar com tudo, o tratamento dos ovários, a gravidez...
Após mais 8 meses sem menstruar, senti que algo estava diferente.
Voltei ao meu médico e ele disse que deveria retornar com os hormônios, ele iria me dar um indutor de menstruação, Ginecosid, e depois eu deveria voltar a medicação rotineira. Levantei a possibilidade de estar grávida e ele descartou, com uma certa razão, após tantos exames inúteis.
Sai do consultório e fui pra casa com a receita e uma coisa que me doia por dentro. Quando meu marido chegou do trabalho, fiz ele ir até uma farmácia e comprar o teste de gravidez (até ele resmungou, mas foi)
Nem esperei o outro dia, fiquei acordada pra poder colher a urina, e não deu outra, o teste era positivo.
Fiz todos os exames e era confirmado, estava esperando um filho, já estava com 12 semanas!
Foi a maior alegria de minha vida!
Minha gravidez transcorreu normalmente, não foi muito tranquila, pois nesta fase meu pai e minha mãe se separavam e tive muitos problemas, muito sofrimento, tensão....mas nada que me tirasse os olhos do pequeno ser tão esperado por mim. Conversava com ele todos os dias, contava da minha vida, lia pra ele, cantava...
No final da gravidez sofri muito, tinha engordado 22 Kg, antes era uma vareta de 56Kg, imaginem derrepente pesando 78Kg. Tinha refluxos gástricos, muita dor nas costas e pernas e o fato de meu bebe soluçar em minha barriga me deixava aterrorizada. Tinha medo de ser algo mais sério. Ficava em cima do meu obstreta, pedindo pra marcar a cesária, eu não queria esperar mais.
Com 39,5 semanas, após tanta exaustão, meu médico viu que minha apreensão poderia complicar meu estado e fez a cesária. Uma criança forte, grande, 10 e 10 no apgar.
A cesária não foi difícil, mas se pudesse voltar, seria mais tranquila e faria um parto normal. Meu filho, como já postei um dia, gritava noites sem parar, agitado, e chego a pensar que com um parto normal poderíamos ter tido outro rumo
Meu pequeno é uma criança muito difícil, é nervoso, depois de seu nascimento, eu e seu pai temos muitos problemas pelo stress gerado entre nós nos cuidados com ele. Meu marido que era calmo, tranquilo, hoje, parece sempre pronto a explodir, penso que são sequelas da tensão que nos afligiu e que ainda agora (com outras proporções)nos aflige.
Só o fato de sentir-nos impotentes diante da situação (ele já passou por muitos médicos que dizem que é muito pequeno pra se diagnosticar uma possível hiperatividade), ter uma criança que exige mais do que temos pra dar e ter que lidar com todas as dúvidas e inseguranças que isso nos reflete.
Como educar, bater ou não, como impor limites, quando as birras são só tentativa de nos manipular e quando realmente ele sinaliza que algo está errado.
Tentar saber se é a fase e vai passar, se nosso filho vai ter algum desvio como a hiperatividade, ou se é seu jeito mesmo e um dia vamos olhar pra trás e dizer:
- Passou!!!
Mas a experiência de ter um filho é única e maravilhosa!
Mesmo com todos os problemas que passei e passo, quando ele dorme, fico ali a contemplar aquele ser pequenino e indefeso que precisa tanto de mim.
Agradeço a Deus todos os dias pelo meu pequeno.
Não arrisco dizer que nunca vou ter outro filho, isso é muito radical, mas costumo dizer que fui marcada a quente pela experiência com a maternidade, e, mesmo muitos dizendo que cada filho é um filho, sou paralizada pelo terror e aversão a outra gravidez.
É isso!!!!





Comments:

Segunda-feira, Julho 04, 2005

 
A pedidos, o capítulo final da novela da lavadora (bem final de novela mexicana mamão com açucar)
No outro dia o velhinho veio aqui...5 minutos de serviço, trocou a correia, ganhou os quarentinha e se foi feliz da vida...
Assim que ele saiu fui lavar as roupas de meu pequeno que já estavam aos montes com esse calorão e eis que escuto aquele barulho de filme de terror, quando no finalzinho o assassino dá a deixa de que ressurgirá....
Mas, como em todo bom filme, pra fazer a continuação demora um pouco, deixa a danada dando seus últimos suspiros...eu heim...mês que vem se Deus quiser tô me mudando e já basta o gasto que tive.
Como gato escaldato que se preze, tô lavando tudo no meio carico, temperatura fria e tempo reduzido pra ver se na morte da morimbunda não me obriguem a pagar o enterro!
Fazendo um giro de bici com meu pequeno e o chato de seu pai, na zona rural da roça, numa estradinha de sítio fiz a foto das placas e resolvi postar. Olha que ninguém passa ali, só alguns contadinos ao transportar a uva, mas cliquei mesmo assim e deixo aqui.
Como tô sem nada pra escrever, pra não ficar muito tempo sem nada, fiz este post forçado...




Do outro lado os gigantes rolos de feno







Aqui com certeza é a cidade do vinho, do trigo, do feno, do milho...Morar na Roça também é cultura (agrícola,rsrsrsrs)
É isso!!!!



Comments:



This page is powered by Blogger.